RELEASES EMPRESARIAIS

SEXTA-FEIRA, 28 DE NOVEMBRO DE 2025 - Horário 15:15

Demanda global de resfriamento deve triplicar até 2050
Negócios /

A demanda global por resfriamento está em trajetória acelerada, uma vez que a capacidade instalada deverá triplicar até 2050, podendo elevar as emissões a 7,2 bilhões de toneladas de CO2 equivalente, segundo a página 7 do relatório “Global Cooling Watch 2025” — Vigilância Global do Resfriamento 2025, em português. O crescimento é impulsionado pelo uso crescente de ar-condicionado, ventiladores e outros sistemas de climatização.

O documento alerta que a intensificação do calor já pressiona as redes elétricas em vários países, sobretudo durante ondas prolongadas. Em muitos casos, a infraestrutura não acompanha o salto repentino na demanda, aumentando a ocorrência de apagões e comprometendo serviços essenciais, sendo um risco maior para populações vulneráveis.

Mesmo com a expansão dos aparelhos de ar-condicionado, o acesso à refrigeração seguirá desigual. Milhões permanecerão expostos a temperaturas extremas, especialmente em regiões quentes e de baixa renda. A falta de resfriamento adequado afeta diretamente a saúde, a produtividade e a conservação de alimentos e vacinas.

Para conter emissões e ampliar a proteção térmica, o relatório destaca medidas passivas e de baixo consumo, como sombreamento, ventilação natural e superfícies refletivas. De acordo com a análise, na página 60, essas soluções reduzem significativamente a temperatura interna dos edifícios, diminuem a necessidade de energia para resfriamento e aliviam a pressão sobre as redes elétricas.

Diante desse cenário, o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, ressalta que o setor corporativo tem papel decisivo na redução de impactos e na proteção das pessoas. Ele aponta que empresas que operam grandes estruturas físicas, como indústrias, escritórios, centros logísticos e hospitais privados, poderão ser diretamente afetadas pelo aumento da demanda por climatização e por eventuais instabilidades das redes elétricas.

“Não basta reagir aos impactos. É preciso antecipá-los com medidas concretas, investindo em adaptações e em tecnologias mais eficientes. Empresas que acompanham dados, relatórios e tendências climáticas ampliam sua capacidade de resposta e protegem seus colaboradores, operações e comunidades”, afirma.

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