Entidade acompanha tramitação da PEC 221 e defende análise técnica, diálogo e previsibilidade antes de mudanças nas relações de trabalho
A CNC acompanha a tramitação da PEC 221 e defende que mudanças nas relações de trabalho sejam debatidas com diálogo, análise técnica e previsibilidade
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) tem participado dos debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6x1. Juntamente com suas 34 federações e mais de mil sindicatos filiados, a entidade lançou, no fim de agosto, uma campanha nacional com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”.
A campanha destacou que a economia brasileira já enfrenta um cenário de juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recorde das famílias e dificuldades financeiras das empresas. Na avaliação da CNC, antecipar uma decisão de tamanha complexidade nesse contexto pode trazer prejuízos ao país.
A PEC nº 221 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, em uma decisão que poderá ter impactos expressivos para as empresas e a economia do país.
“Mudanças constitucionais nas relações de trabalho exigem análise técnica, diálogo e previsibilidade”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “Não é uma discussão para ser conduzida de forma açodada, mas, sim, em um ambiente que permita avaliar, com responsabilidade, seus impactos sobre empresas, empregos e trabalhadores.”
Em nota, a CNC agradeceu aos empresários, sindicatos e federações de todo o país que se engajaram no debate para evitar a votação, no atual cenário, de um tema tão relevante para a sociedade brasileira. A entidade também reafirmou que continuará acompanhando a tramitação da proposta e atuando na defesa das empresas representadas, com o objetivo de contribuir para um ambiente de negócios seguro e sustentável.