RELEASES EMPRESARIAIS

TERÇA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2020 - Horário 16:44
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ECO/ PRNewswire - Indústria de bebidas lança movimento em defesa de responsabilidade e isonomia

SÃO PAULO, 11 de fevereiro de 2020 /PRNewswire/ -- A indústria de bebidas alcoólicas lançou um movimento em defesa de consumo moderado e políticas públicas responsáveis. Seu primeiro objetivo é construir uma relação de responsabilidade com a sociedade, definindo padrões de moderação, prestando informações precisas e transparentes sobre o consumo de álcool e contribuir para o debate de politicas públicas, especialmente nesse momento da reforma tributária, defendendo a isonomia no tratamento do setor e o fim de assimetrias na cobrança de impostos.

"Precisamos esclarecer que o que importa é a quantidade absoluta de álcool ingerida e não o tipo de bebida. Alcool é álcool e para isso o consumidor tem que entender que uma caipiroska tem menos álcool do que ingerir duas latas de cerveja", explica José Silvino Filho, presidente do Núcleo pela Responsabilidade no Comércio e Consumo de Bebidas Alcoólicas no Brasil. "Queremos contribuir para que a relação da sociedade com bebidas alcoólicas seja transparente e responsável, combatendo o consumo prejudicial. Por isso estamos lançando agora no Brasil o Movimento #DosesCertas".

A OMS (Organização Mundial da Saúde) define o conceito de dose padrão de álcool, em média, de 10g de álcool (aproximadamente 330 ml de cerveja, 100 ml de vinho ou 30 ml de destilado), criando desta forma referências de moderação, ou seja, quantidade de doses que compõem um consumo moderado tanto para homens ou mulheres adultos saudáveis.



Segundo estudos internacionais1, no Brasil, os jovens  são os que mais bebem, e o consumo cai conforme a idade avança. A cerveja é disparada a bebida favorita de quem tem entre 18 e 34 anos, onde se concentra a maior parte do consumo prejudicial. "O consumo em excesso entre os jovens é bastante preocupante. Por entenderem que a cerveja é 'leve', muitos não levam em conta a moderação. Mas álcool é álcool", explica o nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni.

Marjana Martinic, bióloga formada na Universidade Harvard, com Ph.D. em neurociência pela Northwestern University e membro do National Heart Lung and Blood Institute explica que, para serem eficientes, as políticas públicas têm de focar no consumo prejudicial (jovens e quem bebe abusivamente). "Os consumidores que fazem uso prejudicial do álcool respondem menos às políticas fiscais. No geral, precisamos de um ambiente regulatório apropriado, focado nos riscos, apoiado pelo conceito da dose padrão e que não seja excessivamente punitivo".

A diretora de Serviços Comunitários da Fundação de Investigações Sociais ? a FISAC, do México, Jéssica Paredes Durán, coautora livro "Dose padrão no México: uma ferramenta para a prevenção do consumo nocivo do álcool", que acaba de ser lançado no Brasil, compartilha sua experiência em relação à prevenção do consumo nocivo de bebidas alcoólicas. "Muitas instituições nacionais e internacionais usam a dose padrão para emitir diretrizes do que é um consumo moderado. A dose padrão varia entre países e depende, em grande parte, dos costumes locais e maneiras de consumir as bebidas", explica. "Por esse motivo, o debate e envolvimento de toda a sociedade é fundamental", completa.

Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu, irá articular um Dialogo de Transição com os diversos atores da sociedade mais impactados pelo tema de bebidas alcoólicas a fim de construir, em conjunto, um processo para se estabelecer, divulgar e utilizar, na sociedade brasileira, uma dose padrão de álcool única para as bebidas alcoólicas. "O estabelecimento de uma dose padrão que permita ao consumidor compreender seu próprio consumo é importante para a auto regulação do consumidor quanto ao que ele está bebendo, para que políticas públicas possam ser estabelecidas com base nessa dose padrão, permitindo que programas de conscientização quanto ao consumo não prejudicial de bebidas alcoólicas possam fluir na sociedade, dentro de um mesmo parâmetro e independentemente de qual o tipo de bebida".

Para que o consumo consciente sejam alcançado de forma mais assertiva, Silvino ainda defende uma taxação responsável de todo o setor. "Não existe uma isonomia no tratamento da tributação do setor. A explosão do mercado ilegal de bebidas é resultado da modelagem atual de tributação", conclui.

O Movimento #DosesCertas, que conta também com o apoio do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), está presente nas redes sociais Facebook @dosescertas, Twitter @dosescertas e Instagram @dosescertas, e no site oficial www.dosescertas.com.br.

1 Sociodemographics, lifestyle factors and health status indicators associated with alcohol consumption and related behaviours: a Brazilian population-based analysis. (Sandoval, G A; Monteiro, M G; De Pinho Campos, K; Shield, K; Marinho, F.)

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FONTE Núcleo pela Responsabilidade no Comércio e Consumo de Bebidas Alcoólicas no Brasil


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