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QUARTA-FEIRA, 22 DE JULHO DE 2020 - Horário 12:04
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ECO/ PRNewswire - Pesquisa global pioneira revela que tubarões estão funcionalmente extintos em muitos recifes

SEATTLE, 22 de julho de 2020 /PRNewswire/ -- Um novo estudo de referência publicado hoje na Nature pela Global FinPrint revela que os tubarões estão ausentes em muitos dos recifes de coral do mundo, indicando que eles estão raros demais para cumprirem a sua função normal no ecossistema e se tornaram "funcionalmente extintos". Dos 371 recifes pesquisados em 58 países, não foram observados tubarões em quase 20%, indicando um declínio generalizado que não tinha sido documentado em tal escala até agora. O levantamento também identificou medidas de conservação que podem levar à recuperação desses predadores icônicos.



Essencialmente, não foram detectados tubarões em nenhum recife de seis nações: República Dominicana, Índias Ocidentais Francesas, Quênia, Vietnã, Antilhas Holandesas de Barlavento e Catar. Na soma desses locais, apenas três tubarões foram observados em mais de 800 horas de pesquisa.

"Embora os resultados da Global FinPrint tenham exposto uma trágica perda de tubarões em muitos dos recifes do mundo, também nos mostram sinais de esperança", disse Jody Allen, cofundadora e presidente da Paul G. Allen Family Foundation. "Os dados recolhidos do primeiro levantamento mundial de tubarões em recifes de coral podem orientar significativos planos de conservação no longo prazo para proteger os tubarões de recife que ainda restam."

Essa referência para a situação dos tubarões de recife em todo o mundo revela uma perda global alarmante dessas espécies icônicas que são importantes recursos alimentares, atrações turísticas e predadores de topo de cadeia em recifes de corais. A perda deve-se em grande parte à pesca excessiva de tubarões, principalmente com práticas pesqueiras destrutivas como o uso de espinhéis e redes de emalhar.

"Embora o nosso estudo mostre impactos humanos negativos substanciais sobre as populações de tubarões de recife, é evidente que o problema central reside na intersecção entre altas densidades populacionais humanas, práticas pesqueiras destrutivas e má governança", disse o Dr. Demian Chapman, codiretor da Global FinPrint e professor associado do Departamento de Ciências Biológicas e Instituto do Meio Ambiente da Florida International University. "Descobrimos que populações robustas de tubarões podem conviver com pessoas quando essas pessoas têm a força de vontade, os meios e um plano para adotar medidas de conservação."

O estudo revelou vários países onde a conservação de tubarões está funcionando, além de ações específicas que podem funcionar. Entre os países com melhor desempenho em comparação com a média da sua própria região, estão Austrália, Bahamas, Estados Federais da Micronésia, Polinésia Francesa, Maldivas e Estados Unidos. Essas nações refletem atributos-chave que se descobriu que estão associados a populações mais elevadas de tubarões: serem geralmente bem governadas, além de proibirem toda a pesca de tubarão ou terem um gerenciamento forte, baseado na ciência, limitando a quantidade de tubarões que podem ser capturados.

"Essas nações estão vendo mais tubarões nas suas águas porque demonstraram boa governança nessa questão", disse o Dr. Aaron MacNeil, autor principal do estudo da Global FinPrint e professor associado da Dalhousie University. "Desde a restrição de certos tipos de equipamentos de pesca e o estabelecimento de limites de captura, até proibições de captura e comércio em escala nacional, agora temos uma imagem clara do que pode ser feito para limitar as capturas de tubarões de recife nos trópicos."

A equipe da FinPrint está tendo dificuldades com o fato de que ações de conservação direcionadas somente aos tubarões têm limitações. Os pesquisadores estão analisando atualmente se a recuperação das populações de tubarões exige o gerenciamento do ecossistema mais amplo, a fim de garantir que existam peixes de recife suficientes para alimentar esses predadores.

"Agora que a pesquisa foi concluída, estamos investigando também como a perda de tubarões pode desestabilizar os ecossistemas dos recifes", disse o Dr. Mike Heithaus, codiretor da Global FinPrint e reitor da Faculdade de Artes, Ciências e Educação da Florida International University. "Em um momento em que os corais estão lutando para sobreviver em meio a mudanças climáticas, a perda de tubarões de recife pode ter consequências terríveis no longo prazo para sistemas de recifes inteiros."

Com lançamento no verão de 2015, os dados da Global FinPrint foram gerados por estações de vídeo subaquáticas remotas com isca (BRUVS) que consistem em uma câmera de vídeo colocada na frente de uma isca comum, também conhecida em inglês como "chum cam". Ecossistemas de recifes de corais foram pesquisados com BRUVS em quatro importantes regiões geográficas: Indo-Pacífico, Pacífico, Atlântico Ocidental e Oceano Índico Ocidental.

Ao longo de quatro anos, a equipe capturou e analisou mais de 15.000 horas de vídeos de pesquisas em 371 recifes em 58 países, estados e territórios ao redor do mundo. O trabalho foi conduzido por centenas de cientistas, pesquisadores e conservacionistas organizados por uma rede de colaboradores da Florida International University, Australian Institute of Marine Science, Curtin University, Dalhousie University e James Cook University.

Para obter mais informações, visite https://globalfinprint.org. 

Sobre a Global FinPrintA Global FinPrint é uma iniciativa da Paul G. Allen Family Foundation. É liderada pela Florida International University e apoiada por uma coalizão global de organizações parceiras que abrange pesquisadores, financiadores e grupos de conservação. O projeto representa o maior e mais abrangente programa já compilado de coleta e análise de dados das populações mundiais de tubarões e arraias associados a recifes.

Sobre a Paul G. Allen Family FoundationHá mais de quatro décadas, a Paul G. Allen Family Foundation tem se concentrado em mudar a trajetória de alguns dos problemas mais difíceis do mundo. A fundação foi fundada pelos filantropos Jody Allen e Paul G. Allen, o já falecido cofundador da Microsoft. Ela apoia um portfólio global de parceiros de linha de frente que trabalham para preservar a saúde dos oceanos, proteger a fauna, combater as mudanças climáticas e fortalecer as comunidades. A fundação investe em bolsistas para alavancar tecnologias, preencher lacunas de dados e ciência e impulsionar políticas públicas positivas, a fim de promover o conhecimento e possibilitar mudanças duradouras.

Sobre a Florida International UniversityA Florida International University é a universidade pública de pesquisa de Miami, com foco no sucesso dos estudantes. De acordo com o U.S. News and World Report, a FIU aparece em 42 rankings como uma das 50 melhores universidades públicas do país. A FIU é uma das principais universidades de pesquisa dos EUA (R1), com mais de US$ 200 milhões em gastos anuais. A FIU ocupa o 15º lugar no país entre as universidades públicas em termos de produção de patentes, o que impulsiona a inovação, e é uma das instituições que ajudam a fazer da Flórida o melhor estado para o ensino superior. 

CONTATO: press@pgafamilyfoundation.com

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FONTE Paul G. Allen Family Foundation


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